Frederick Douglass (1818 — 1895)

frederick_douglass_“O correto não tem sexo – a verdade não tem cor”.

– Right is of no sex — Truth is of no color. Frederick Douglass

– Narrative of the Life of Frederick Douglass, an American Slave: An American Slave – Página xxv, de Frederick Douglass, Deborah E. McDowell – Publicado por Oxford University Press, 1999, ISBN 0192832506, 9780192832504 – 129 páginas

Certas frases, certas ideias, jamais envelhecem.
A única diferença da época em que foram ditas pela primeira vez, é que o primeiro a dizer as verdades da vida, são sempre homens e mulheres de uma coragem diferenciada.

No caso de Frederick Douglass, um homem que nasceu negro, e escravo, dizer isso, era arriscar a vida.

Pensar que existem pessoas ainda hoje, em 2014, que não teriam coragem de dizer … nem isso … quanto mais as verdades que incomodam os poderosos sem coração dos nossos dias, é desanimador.

Receio que a comodidade de um emprego e internet em casa, já seja suficiente para muitos serem ‘bundões’ pelos restos de suas vidas. Sem nunca terem lutado por nada que deveriam. E ainda são exigentes – querem um mundo correto, sem corrupção e mau-caratismo. Mas não saem de casa pra nada além do arroz com feijão. Ou da Mercedez com casa de campo em Milão.

Todos querem ficar ricos para não serem afetados pela crueldade do mundo que eles mesmos vivem.

Transformá-lo?

Diriam eles: – pôrra nenhuma. Isso dá trabalho pra caral … !

Paul Sampaio – 22:10:53 – quarta-feira – 04 junho 2014 / 20º C

 

 

Frederick Douglass, pseudônimo de Frederick Augustus Washington Bailey (Condado de Talbot, 14 de fevereiro de 1818 — Washington, D.C., 20 de fevereiro de 1895) foi um abolicionista, estadista e escritor estadunidense. Chamado “O Sábio de Anacostia” ou “O Leão de Anacostia”, ele foi dos mais eminentes afro-americanos do seu tempo, e dos mais influentes na história dos Estados Unidos.
Ele acreditava firmemente na igualdade de todas as pessoas, independentemente de ser negro, mulher, índio, ou um imigrante.

Ele gostava de dizer, “eu me uniria com qualquer pessoa que faça o certo e com ninguém que faça o mal”.

História

Frederick Douglass nasceu escravo, em fevereiro de 1818, na costa leste, em Maryland.

Aos oito anos de idade, Douglass foi mandado a Baltimore para viver como criado de uns parentes de seu senhor. Logo após sua chegada sua nova dona o ensinou a ler. O marido a proibiu de continuar a ensinar ao menino, mas Douglass não desistiu. Ele dava sua refeição aos colegas em troca de aulas. Com uns doze ou treze anos, Douglass comprou um exemplar de um livro didático popular e entendeu o poder da palavra falada e escrita. Percebeu o potencial que as palavras tinham de fazer uma mudança positiva e permanente. Durante a adolescência, Douglass foi forçado a voltar para a costa leste para trabalhar nos campos. Sob a monstruosa brutalidade de Edward Covey, Douglass desafiou o mal e a desumanidade do sistema legal da escravidão. Isso resultou numa série de confrontos que, por fim, persuadiram o senhor de Douglass a mandá-lo de volta à Baltimore. Aos vinte anos, Douglass escapou da escravidão ao personificar um marinheiro.

Partiu para New Bedford, em Massachusetts. Casou-se com Anna Murray e começou sua família nesse local. Participou de encontros abolicionistas e finalmente se tornou palestrante da Sociedade anti-escravagista e amigo de William Lloyd Garrison. Seu trabalho o levou a falar em público e a escrever. Publicou em 1845, A História da vida de Frederick Douglass: um escravo americano (The Narrative of the life of Frederick Douglass: an American Slave). Nesse livro revelava a identidade de seu senhor e por isso, refugiou-se na Inglaterra, onde foi ajudado por liberais simpáticos à causa a comprar sua liberdade. De volta à América, publicou seu próprio jornal abolicionista, The North Star, e escreveu duas outras autobiografias: Meu cativeiro e minha liberdade (My Bondage and My Freedom) em 1855, e A vida e os progressos de Frederick Douglass (Life and Times of Frederick Douglass) em 1881. Foi reconhecido internacionalmente como um abolicionista intransigente e um trabalhador incansável pela causa da justiça e das oportunidades iguais. Tornou-se fiel conselheiro de Abraham Lincoln, representante do governo federal americano para o Distrito de Colúmbia, tabelião do registro de imóveis de Washington D.C., e seu último cargo foi como ministro na República do Haiti. Morreu em Washington em 1895.

A vida religiosa de Douglass foi, no mínimo, tensa. Como cristão, teve pouca paciência para com a Igreja instituída. Como homem livre, teve negada sua participação nos sacramentos em determinadas igrejas por causa de sua raça. Sua sensibilidade religiosa ficou ainda mais abalada quando leu as defesas de alguns eminentes teólogos de que a Bíblia, de fato, endossava a instituição da escravidão. Julgou que a Igreja estava tão tomada de preconceitos quanto o resto da sociedade, ao escarnecer da conclusão de São Paulo ao fim da epístola aos Gálatas (3,28) de que não há judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, porque a Igreja é uma em Cristo Jesus. Para Douglass, isso era algo simples. Não poderia haver justiça sem uma liberdade genuína, não poderia haver moralidade dentre os crentes sem o reconhecimento de que cada um é igualmente liberto em Cristo.

Frederick Douglass
Frederick_Douglass

Frederick Douglass em 1856

Nome completo Frederick Augustus Washington Bailey
Nascimento 14 de Fevereiro de 1818
Talbot County, Maryland
Morte 20 de fevereiro de1895 (77 anos)
Nacionalidade Flag of the United States.svg Estadunidense
Ocupação Abolicionista
Ativista dos direitos humanos
Escritor
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