Citações sobre Holodomor – Matar de Fome

Holodomor

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre / Wikipédia, a enciclopédia livre

HolodomorHolodomor ou Golodomor é o nome atribuído à fome-genocídio, que assolou principalmente o território da República Socialista Soviética da Ucrânia (integrada na URSS), durante os anos de 1932 – 1933. Foi a maior tragédia nacional da História da Ucrânia — devido ao enorme custo em vidas humanas — tendo sido causada pelas políticas deliberadamente aplicadas pelo regime soviético, dirigido por Estaline.

Tendo como referência o conceito de genocídio e a sua definição jurídica verifica-se um crescente consenso dos historiadores, relativamente à natureza genocidária do Holodomor  Há um número cada vez maior de países que o reconhecem oficialmente como um ato de genocídio.

O termo Holodomor deriva da expressão ucraniana ‘Морити голодом’ (moryty gholodom), tendo como raíz etimológica as palavras holod (fome) e moryty (matar através de privações, esfaimar), significando por isso “matar pela fome”

O termo terá sido utilizado pela primeira vez pelo escritor Oleksa Musienko, num relatório apresentado à União dos Escritores Ucranianos de Kiev, em 1988. No quarto Sábado do mês de Novembro a Ucrânia e as comunidades ucranianas implantadas em diversos países de acolhimento prestam homenagem às vítimas do Holodomor.


  • “Não é só a fome que deve ser estudada, mas também o seu silenciamento e a indiferença da comunidade internacional daquela época, perante a tentativa de destruição da cultura ucraniana e da identidade religiosa, para que nunca seja esquecido um dos mais imperdoáveis escândalos do século passado”.
Prof. Federigo Argentieri, Universidade Giovanni Caboto – Roma, “Mussolini and Ukraine, 1933-1941”, 29 de Junho de 2005.
  • ” É a organização minuciosa da execução que confere à fome, ao terror ucraniano, o carácter de um genocídio, o segundo do nosso século, após o da Arménia e antes dos Judeus. Durante o Outono de 1932, os campos ucranianos adquirem o aspecto de um campo da morte”.
Prof. Alain Besançon, Academia de Ciências Morais e Políticas, “Le Genocide Ukrainien (1932 -1933)”, 1999.
  • “Imagine o Titanic a afundar-se diariamente durante treze anos! Foram essas as perdas humanas da Fome – Genocídio da Ucrânia Soviética, em 1933.”
(afirmação baseada na estimativa de sete milhões de mortos).
Melanie Bobrowski (entrevista na CITY TV, Toronto, 4 de Outubro de 1998).
GolodomorKharkiv.jpg
  • “(…) (Os diplomatas) polacos estavam igualmente a par da tragédia nas áreas rurais da Ucrânia. Em particular, fizeram um conjunto de averiguações rigorosas sobre as causas e o processo que levou à fome artificialmente provocada de 1932-1933 e uma estimativa das suas perdas humanas”.
Prof. Jan Jacek Bruski, Universidade Jaguelônica – Cracóvia, “The Polish Diplomacy and the Great Famine, 1932-1933”, 19 de Junho de 2005.
  • “No decurso da brutal fome que devastou a República Socialista Soviética da Ucrânia, entre 1932 e 1933, mais de sete milhões de homens, mulheres e crianças morreram de fome. Tragicamente – e para horror de todos os que apreciam as bençãos da vida e da liberdade – esta mortífera fome não foi causada pela seca ou por más colheitas. Muito pelo contrário, foi consequência de um cruel e deliberado plano para destruir o espírito e a vontade do povo ucraniano.
George H. W. Bush, Presidente dos Estados Unidos da América, 3 de Novembro de 1990.
  • “Por ocasião do 68.º aniversário da Fome da Ucrânia, manifesto a minha solidariedade com o povo da Ucrânia e com os Americanos que têm as suas raízes nesse país, em homenagem às vítimas deste crime contra a Humanidade. Esta comemoração assinala um terrível capítulo da História, no qual milhões de Ucranianos que lutavam para preservar o seu modo de vida, morreram por ter resistido às ambições totalitárias de Estaline.”
George W. Bush, Presidente dos Estados Unidos da América, 8 de Novembro de 2001.
  • “A fome foi deliberadamente utilizada como instrumento da política nacional, esmagando, até ao fim, a resistência do campesinato em relação ao novo sistema, no qual estava impedido de ter a posse privada da terra e era obrigado a trabalhar nas condições que o Estado podia exigir… Esta fome pode perfeitamente ser designada de política, porque não foi o resultado de nenhuma catástrofe natural ou de um esgotamento completo dos recursos do país, em guerras externas e civis…”
William Henry Chamberlin (correspondente do The Christian Science Monitor), Russia’s Iron Age, p. 82.
  • “Foi para mim, uma honra ter colocado uma coroa de flores no memorial aos milhões que morreram durante a fome artificial dos anos 30. A Ucrânia resistiu aos oppressores que retalharam as suas terras, baniram os seus livros, esfomearam as suas crianças, reprimiram os seus escritores, escravizaram os seus trabalhadores, pilharam a sua arte, saquearam a sua fértil terra, e até proibiram que se falasse sobre a tragédia da fome.”
Bill Clinton, Presidente dos Estados Unidos da América, 5 de Junho de 2000.
  • “A ofensiva soviética contra o campesinato e contra a nação ucraniana, em 1930-1933 foi um dos maiores e mais devastadores acontecimentos da História Contemporânea.”
Prof. Robert Conquest, Universidade de Harvard The Genocide Famine in Perspective.‎
  • “O filho do kulak ucraniano deliberadamente morto de fome pelo regime estalinista não é menos importante do que a criança judia do gueto de Varsóvia morta de fome pelo regime nazi.”
Stéphane Courtois, O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror e Repressão.
  • “Mesmo que alguém escondesse um pouco de feijão ou de ervilha, eles levavam tudo. Acredito que a fome de 1933 foi deliberada e planeada. Que Deus nos livre de de voltar a viver tais acontecimentos”.
Ksenia Datsenko, testemunha do Holodomor, região de Cherkasy.
  • “A fome de 1932-1933 na Ucrânia foi um acto de genocídio dirigido contra o povo ucraniano. Foi um dos crimes mais graves cometidos contra ele, durante a época do totalitarismo.”
Armand De Decker, Presidente do Senado da Bélgica, 3 de Abril de 2003
  • “Os camponeses consideram-se a si mesmos como a força básica do movimento nacional. Sem os camponeses não pode existir um movimento nacional forte. É isto que nós queremos dizer, quando afirmamos que a questão nacionalista é, efectivamente, a questão camponesa.”
José Estaline, Marxist and the National-Colonial Question.
  • “(A Ucrânia) é hoje em dia a «principal questão», estando o partido, o Estado e mesmo os órgãos da polícia política da república, infestados de agentes nacionalistas e de espiões polacos , correndo-se o risco «de se perder a Ucrânia», uma Ucrânia que, pelo contrário, é preciso transformar numa «fortaleza bolchevique».”
José Estaline, Carta a Lazar Kaganovitch, 11 de Agosto de 1932.
  • “Deram-me conhecimento de que é um bom orador, mas também estou a ver que é um bom contador de histórias. Você elaborou uma fábula acerca de uma pretensa fome, pensando certamente que me assustava, mas isso não resultou. Em vez disso, deveria deixar as suas funções de secretário regional e de membro do Comité Central da Ucrânia e trabalhar para a União dos Escritores. Você escreveria fábulas e os imbecis liam-nas.”
José Estaline.
Comentário às informações sobre a fome, transmitidas pelo dirigente ucraniano Rodion Terekhov.
  • “(…) Na Ucrânia, vários milhões morreram de fome, entre 1932 e 1933. Durante o último século, morreram 20 milhões na União Soviética.”
Mel Gibson, actor e realizador, Reader’s Digest, Março de 2004.
  • “(…) Pessoalmente, estou convencido de que podemos, sem qualquer dúvida, falar de genocídio, e acredito que as novas provas descobertas nos últimos anos, apontam indiscutivelmente nessa direcção”.
Prof. Andrea Graziosi, Universidade de Nápoles Frederico II, The Day, 8 de Novembro de 2005.
  • “E os filhos dos camponeses! Alguma vez viu, nos jornais, as fotografias das crianças dos campos de concentração alemães? Eram exactamente como estas, as suas cabeças eram bolas enormes em cima de pequenos pescoços, como se fossem cegonhas, vendo-se cada osso dos braços e das pernas a salientar-se por debaixo da pele, e todo o esqueleto a sobressair na pele, qual gaze amarela. E os rostos das crianças estavam envelhecidos e atormentados, como se tivessem setenta anos de idade. E na Primavera já nem sequer tinham rosto. Em vez disso, tinham cabeças semelhantes a pássaros com bicos, ou cabeças de rã – lábios finos e compridos – alguns assemelhando-se a peixes, de boca aberta. Rostos não humanos!”
Vasily Grossman, Forever Flowing, pp. 156-157
  • “Praticamente sem ajuda, Duranty ajudou e encorajou um dos mais prolíficos assassinos em massa de todo o Mundo. Tendo perfeito conhecimento do que se estava a passar, no entanto, evitou dizer a verdade. Tinha engolido por inteiro o slogan “os fins justificam os meios”. Quando as atrocidades de Estaline se tornaram conhecidas, Duranty comprazia-se em repetir “não se pode fazer uma omoleta, sem partir alguns ovos”. Esses “ovos” eram as vidas de homens, mulheres e crianças, e esse “alguns” eram simplesmente dezenas de milhões.”
Mark Y. Herring – Resenha crítica do livro de S. J. Taylor Stalin’s Apologist: Walter Duranty, the New York Times Man in Moscow, “Contra Mundum” nº 15.
  • “Este foi o primeiro caso na História de um genocídio em tempo de paz. Assumiu a forma extraordinária de uma fome artificial, criada deliberadamente pelas estruturas dirigentes. A brutal conjugação de palavras necessárias para designar este crime – uma fome artificial e deliberadamente planeada – continua a ser inconcebível para muitas pessoas em todo o mundo, mas evidencia o carácter único da tragédia de 1933, que não tem paralelo, em período de paz, no número de vítimas que provocou.”
Wasyl Hryshko – Sobrevivente do Genocídio Ucraniano, 1933
  • “(…) O objectivo da Fome, que destruiu aldeias e toda a estrutura social, além dos milhões de vítimas inocentes, foi – como declararam Khataevich e Postychev – a imposição do domínio do regime comunista a qualquer preço. Por isso, a fome foi um instrumento para um genocídio por outros meios.”
Prof. Taras Hunczak, Universidade de Rutgers – Nova Jérsia, The Ukrainian Weekly, November 2, 2003, N.º 44, Vol. LXXI.
  • “São estes os sentimentos que o 70º aniversário das tristes vicissitudes do holodomor inspira ao meu coração: milhões de pessoas sofreram uma morte atroz devido à nefasta eficiência de uma ideologia que, durante todo o século XX, causou sofrimentos e lutos em muitas partes do mundo. Por esta razão, Venerados Irmãos, desejo estar espiritualmente presente nas celebrações que se realizarão na recordação das inumeráveis vítimas da grande carestia provocada na Ucrânia durante o regime comunista. Tratou-se de um desígnio desumano praticado com determinação cruel pelos detentores do poder naquela época.”
João Paulo II
Mensagem de Sua Santidade João Paulo II no 70° Aniversário do “Holodomor”, 23 de Novembro de 2003
  • “Refiro-me a um crime atroz que foi cometido a sangue frio pelos governantes daquela época. A

memória desta tragédia deve guiar os sentimentos e as acções dos Ucranianos”.

João Paulo II
Mensagem de Sua Santidade João Paulo II no 70° Aniversário do “Holodomor”, 23 de Novembro de 2003
  • “Nós ganhámos definitivamente a guerra, a vitória é nossa, uma vitória fantástica, total, a vitória do estalinismo.”
Lazar Kaganovitch, membro do Politburo, citado em Nicolas Werth, “Le Pouvoir Soviétique et le Paysannerie dans les Rapports de la Police Politique (1930-1934)”, Bulletin de l`Institut d’Histoire du Temps Présent, n.° 81-82, Paris, Dezembro, 2003, p. 39.
  • “Só classes degradadas e em desintegração podem produzir elementos tão cínicos.”
Mikhail Kalinin, Presidente da União Soviética.
Comentário sobre as ofertas de auxílio às vítimas da fome na Ucrânia.
  • “A minha mãe enterrou os seus próprios filhos. Em Fevereiro de 1933, quando estava a morrer, o meu irmão ainda pedia comida. O meu outro irmão morreu em Março e a minha irmã, a 8 de Maio de 1933”.
Maria Katchour, testemunha do Holodomor, região de Zaporizhia.
  • “A taxa de mortalidade é de tal modo elevada que em numerosos sovietes das aldeias deixaram de se registar os óbitos”.
Katsnelson, Chefe do departamento da G.P.U. (polícia secreta) da região de Kharkiv.
Carta enviada a V. Balitskyi, chefe da G.P.U da República Socialista Soviética da Ucrânia, 5 de Junho de 1933.

Nikita Khruschev (esquerda) e Estaline.

  • “Está a decorrer uma luta feroz entre os camponeses e o poder. É um combate até à última gota de sangue. É uma prova de força entre o nosso poder e a sua resistência. A fome demonstrou quem é o mais forte. Custou milhões de vidas, mas o sistema dos kolkhozes viverá para sempre. Vencemos a guerra!”
Mendel Khataevich, Membro do Partido Comunista da Ucrânia.
  • “Não posso dar um número exacto porque ninguém guardou essa informação. Tudo o que sabíamos era que as pessoas morriam em enorme quantidade.”
Nikita Khruschev, Khrushchev Remembers
  • “Vi a devastação da fome de 1932-1933 na Ucrânia – hordas de famílias em farrapos que mendigavam nas estações ferroviárias, mulheres que colocavam através das janelas das carruagens os seus filhos famintos, que, com os seus membros esqueléticos, enormes cabeças cadavéricas e ventres inchados, pareciam embriões fora dos frascos de álcool.”
Arthur Koestler, The God That Failed, p. 68.

Leonid Kuchma.

  • “A insatisfatória evolução das sementeiras em numerosas regiões (da Ucrânia), prova que a fome ainda não levou à razão muitos kolkhozianos.”
Stanislav Kossior, Membro do Partido Comunista da Ucrânia, 15 de Março de 1933.
  • “O Holodomor está para além das fronteiras da dor.”
Lina Kostenko, poetisa ucraniana.
  • “(…) Nós consideramos que o Parlamento ucraniano tem razão ao considerar a fome como um acto de genocídio contra o povo ucraniano e em apelar à comunidade internacional para que tome consciência e o apoie nos seus esforços de reconhecimento do genocídio, por todos os governos defensores da justiça e da democracia no mundo.”
Prof. Wolodymyr Kosyk, Vice-Reitor da Universidade Ucraniana Livre de Munique, “La grande famine de 1932-1933 en Ukraine”, 21 de Novembro de 2003 .
  • “A raiva atormentava a minha mente quando regressava à aldeia. Era exportada manteiga em plena fome! Em Londres, Berlim, Paris, pude ver…pessoas a comer manteiga com o rótulo comercial soviético. Viajando pelos campos, não ouvia as belas canções ucranianas tão caras ao meu coração. Estas pessoas tinham desaprendido de cantar. Só se ouviam os gemidos dos moribundos e os estalidos da mastigação de estrangeiros obesos deleitando-se com a nossa manteiga…”.
Victor Kravchenko (antigo agente comercial soviético e desertor), I Chose Freedom.
  • “Eu estou perfeitamente de acordo de que se tratou de uma acção planeada, que foi um acto do genocídio contra o nosso próprio povo.”
Leonid Kravchuk, Presidente da Ucrânia, 1993.
  • “Nós declaramos que o Holodomor que teve lugar na Ucrânia em 1932-1933, foi efectivamente um acto de genocídio contra a nossa nação.”
Leonid Kuchma, Presidente da Ucrânia, 23 de Novembro de 2003.
  • “É (…) importante convencer (…) a comunidade internacional de que o Holodomor de 1932-33 não foi um fenómeno acidental de origem desconhecida, mas o resultado do terror pela fome, ou seja genocídio, praticado por um governo totalitário”.
Prof. Stanislav Kulchytsky, Academia Nacional Ucraniana das Ciências, “The Day”, 25 de Outubro de 2005.
  • “Foram precisos quinhentos anos para que o Vaticano pedisse desculpas pela condenação de Galileu; será que alguma vez o povo ucraniano as irá receber deMoscovo?”
Prof. Hiroaki Kuromiya, Universidade de Indiana.
  • “A permanente negação no debate sobre o carácter artificial da fome na Ucrânia, em 1932-1933, reflecte uma generalizada dualidade de critérios.”
Prof. Taras Kuzio, Centro de Estudos Russos e da Europa de Leste, Universidade de Toronto – “The Ukrainian Weekly”, Julho 7, 2002, N.º 27, Vol. LXX.
  • “A comida é uma arma.”
Maksim Litvinov – Ministro Soviético dos Negócios Estrangeiros.
  • “O nosso trabalho jornalístico serve às intenções de Moscovo em evitar o conhecimento dos factos e em descrever uma situação que, se tivesse sido relatada de forma rigorosa e clara, poderia ter levado a opinião pública estrangeira a exigir medidas de auxílio. E cada correspondente, na medida das suas responsabilidades, é culpado de colaborar nesta monstruosa fraude, por todo o mundo.”
Eugene Lyons (correspondente do Moscow United Press, de 1928 a 1934) Assignment in Utopia, pp. 572-573.
  • “Quando Skrypnyk comete suicídio em Julho (1933), a Ucranização passa a ser letra morta, sendo banido praticamente tudo o que tivesse a ver com o revivalismo nacional da década anterior. As Artes e as Letras ucranianas são praticamente proscritas durante uma geração. A Ucranização dá lugar àRussificação. Analisado no seu conjunto, tal facto só pode ser interpretado como uma tentativa para destruir qualquer manifestação de cultura e de autonomia política ucranianas, no âmbito de uma estratégia deliberada, visando neutralizar o povo ucraniano enquanto factor político e entidade social, ou seja, por outras palavras, um genocídio. A fome, acompanhada de uma campanha generalizada contra qualquer demonstração de autonomia política, infligiu um rude golpe no elemento básico da identidade nacional ucraniana, ao matar à fome, milhões de camponeses.”
Prof. James Mace, Universidade Nacional “Academia Mohyliana”, Kiev, “Collaboration in the suppression of the Ukrainian famine”, 13 de Novembro de 1987.
  • “(…) Entendemos que as características dos acontecimentos na Ucrânia correspondem ao que está especificado na declaração das Nações Unidas, de 1948, sobre a definição de genocídio.”
Prof. Vasyl Marochko, Instituto de História da Academia Nacional da Educação da Ucrânia e director do Centro de Investigação do Genocídio contra o Povo Ucraniano, 30 de Novembro de 2006.
  • “Nada mais de sete milhões de Ucranianos morreram famintos, na Ucrânia em 1932 e 1933, durante a fome artificial e deliberada do ditador socialista e soviético José Estaline. Esta é aproximadamente a população total de Manitoba, Terranova, Columbia Britânica, Nova Brunswick, Saskatchewan, Nova Escóciae Ilha do Príncipe Eduardo.”
Inky Mark, deputado de Dauphin-Swan River, Câmara dos Comuns do Canadá, 2 de Junho de 1998.
HolodomorUcrania9.jpg
  • “Por muito que seja difícil, o poderoso livro de Robert Conquest obriga-nos a recordar o facto da colectivização da agricultura, decretada pelo dirigente soviético e pelo seu partido, ter provavelmente custado mais vidas humanas do que as sofridas por todos os países envolvidos na Primeira Guerra Mundial.”
Prof. Michael Marrus – Resenha crítica do livro de Robert Conquest. The Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine. Globe and Mail, 20 de Dezembro de 1986.
  • “De que seca se está a falar? Esta fome deve-se unicamente às acções de Estaline! Ele odiava os Ucranianos e queria exterminá-los. Os seus carrascos apareciam e levavam tudo que podiam. Eram os cães de Estaline. Estes bandidos sem compaixão tiravam às pessoas toda a sua comida”.
Mykola Melnyk, testemunha do Holodomor, região de Dnipropetrovsk.
  • “São afirmações dos inimigos do Comunismo! São inimigos do Comunismo! Pessoas que não são politicamente conscientes, são politicamente cegas… Eu viajei várias vezes pela Ucrânia … Obviamente que não vi nada disso por lá. Essas alegações são absurdas. Absurdas!”
Vyacheslav Molotov, membro do Politburo, Molotov Remembers: Inside Kremlin Politics, Conversations with Felix Chuev, 1993, pp.243-244.
  • “Para mim, a questão é clara. Não preciso de recorrer à definição da O.N.U., porque na minha aldeia, mais de metade dos habitantes foram mortos. Considero isso um genocídio”.
Oleksandr Moroz, Presidente da Verkhovna Rada (Parlamento) da Ucrânia.
  • “(A fome da Ucrânia) foi artificial, orquestrada e planeada por Moscovo.”
Brian Mulroney, dirigente do Partido Progressivo Conservador e futuro Primeiro-Ministro do Canadá, 8 de Dezembro de 1983.
  • “…De um lado, milhões de camponese mortos de fome, com os seus corpos normalmente inchados por falta de comida; do outro lado, soldados, membros do OGPU que executavam as instruções da ditadura do proletariado. Percorreram o país como uma nuvem de gafanhotos e levaram tudo o que havia de comestível; fuzilaram ou exilaram milhares de camponeses, por vezes, aldeias inteiras; transformaram algumas das terras mais férteis do mundo num melancólico deserto.”
Malcolm Muggeridge (correspondente britânico). “War on the Peasants”, Fortnightly Review, 1 de Maio de 1933.

Sergo Ordjonikidze.

  • “Os nossos quadros que enfrentaram a situação de 1932-1933 e que aguentaram (…) ficaram temperados como o aço. Acredito que com eles se construirá um Estado como a História nunca viu.”
Sergo Ordjonikidze, membro do Politburo.
  • “Por muito triste que seja a nossa História, devemos recordá-la, aprender com as atrocidades do Passado e criar as condições para que jamais se voltem a repetir. Por isso, apresentamos esta proposta (…), para que se comemore o 70.º aniversário de uma tragédia humana que praticamente nos é desconhecida.A tragédia de milhões de pessoas que foram condenadas a morrer de fome, por um regime totalitário, para destruir o espírito nacional de um povo europeu, o ucraniano, um dos povos que mais sofreu durante o século XX.”
Xavier Ormaetxea, deputado do Parlamento Basco, 1 de Outubro de 2003.
  • “Na verdade, factos transcendentes como a fome da Ucrânia de 1933, que provocou a morte de milhões de pessoas, escaparam à atenção da maioria dos ingleses russófilos.”
George Orwell – Comentário sobre a atitude britânica em relação à União Soviética.
  • “Neste ano (2003), assinala-se o septuagésimo aniversário do Holodomor, o genocídio de 1932-33, quando os Soviéticos mataram 10 milhões de Ukranianos (…) O terrorismo de Estado soviético matou mais de 8 milhões de ucranianos, na sua tentativa para eliminar definitivamente a identidade nacional ucraniana”.
Jack Palance, actor, 27 de Outubro de 2003.
  • “Eles levavam tudo. Se encontrassem alimentos, tiravam-nos. Era uma decisão do Partido e do governo. Se você tivesse escondido a comida, podia ser deportado para a Sibéria”.
Kateryna Pantchenko, testemunha do Holodomor, região de Kharkiv.

Ronald Reagan.

  • “Para a compreensão do facto da fome dos anos 1932-33, que causou entre 5 a 7 milhões de vítimas, sobretudo camponeses ucranianos, ainda hoje não ser suficientemente conhecida pela opinião pública ocidental, não basta Estaline. Também se deve referir a cumplicidade e os esforços deliberados, no Ocidente, por parte de alguns admiradores intelectuais de Estaline.
Marcello Pera, Presidente do Senado de Itália, 8 de Novembro de 2005.
  • “Moscovo utilizou a fome como arma política contra os Ucranianos, nos anos de 1932-1933. A fome foi totalmente, e de modo artificial, provocada e organizada.”
F. M. Pigido – (um economista que viveu e trabalhou na Ucrânia durante a Fome de 1932-1933). Investigation of Communist Takeover and Occupation of the Non-Russian Nations of the U.S.S.R, p. 35.
  • “Os erros e falhas cometidos pelo Partido Comunista da Ucrânia, na implementação da política das nacionalidades, foram uma das principais causas para o declínio da agricultura ucraniana em 1931-1932. Não restam dúvidas de que sem a eliminação dos erros na implementação da política das nacionalidades, sem a derrota esmagadora dos elementos nacionalistas, que se tinham instalado em diversas áreas da construção social na Ucrânia, teria sido impossível superar o atraso na agricultura.”
Pavel Postychev, Membro do Partido Comunista da Ucrânia.
  • “Foi Estaline quem deu a ordem de pilhar a Ucrânia, de se confiscar o trigo, para o exportar, enquanto as nossas crianças moriam de fome aos milhares”.
Mykhailo Prokopenko, testemunha do Holodomor, região de Cherkasy.
  • “Esta catástrofe, que provocou a morte de milhões de pessoas, tem a triste particularidade de não ter sido um fenómeno natural, mas antes a expressão diabólica de um homem, que abusando do seu poder, concebeu um instrumento de opressão com o objectivo de destruir o espírito independentista do povo ucraniano.”
Federico R. Puerta, senador da Argentina, 9 de Novembro de 2005.
  • “A fome ucraniana de 1932-1933 constituiu um trágico capítulo da História da Ucrânia, em particular porque não foi o resultado de desastres naturais, tendo sido artificialmente induzida por uma política deliberada.”
Ronald Reagan, Presidente dos Estados Unidos da América, 30 de Outubro de 1984.
  • “Nós sabemos que o povo da Rússia e de outros países, onde vigorou a ditadura estalinista, também sofreu com a opressão do regime totalitário. Acreditamos que a memória dessas experiências, fortalecerá o desejo comum em deixar às futuras gerações um mundo mais seguro e habitável. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para deixar o Holocausto e o Holodomor ucraniano definitivamente para trás.”
Arnold Rüütel, Presidente da Estónia, 7 de Março de 2005
  • “A diabólica verdade sobre o Holocausto ucraniano reside na circunstância da morte pela fome deste povo, ter sido resultado de um plano intencional, concebido por um dos maiores assassinos em massa do século XX, Josef Stalin. Actualmente estão disponíveis os documentos das reuniões do Politburo, efectuadas em 1932, que revelam o sinistro plano congeminado por Estaline e pelos seus comissários para provocar a fome na Ucrânia, requisitando à força a produção cerealífera das povoações consideradas opositoras à colectivização dos recursos do Império Soviético e eliminando qualquer suspeito de apoiar a contra-revolução, em várias regiões da Ucrânia”.
Carl Scully, deputado do Parlamento de Nova Gales do Sul, 20 de Novembro de 2003.
  • “A intenção não era destruir a nação ucraniana no seu conjunto (nem a destruição total de um grupo específico é um requisito para o reconhecimento do genocídio na Convenção da O.N.U). A intenção era destruir as elites e uma porção suficientemente grande do elemento mais dinâmico do grupo nacional ucraniano, para reprimir a nação ucraniana e converter os Ucranianos naquilo que Estaline gostava de designar as “peças” do grande mecanismo do Estado”.
Prof. Roman Serbyn, Universidade do Quebeque – Montreal, The Ukrainian Quarterly, Vol. LXII, N.º 2, 2006.
  • “Uma fome que apareceu algures sem seca e sem guerra.”
Aleksandr Solzhenitsyn, Arquipélago de Gulag.
  • “É um genocídio pela fome. Os historiadores têm a tendência para restringir a definição de genocídio, mas, mesmo com base em critérios restritivos, a morte, devido a uma fome deliberada, de 5 milhões de pessoas é sem dúvida um genocídio”.
Dr. Yves Ternon, Universidade de Paris IV – Sorbonne, Le Monde, 25 de Novembro de 2006.

Viktor Yushchenko.

  • “(…) No Outono de 1933, ao suspender as requisições, Estaline pôe fim à política da fome na Ucrânia e nos territórios vizinhos. Tinha atingido o seu objectivo, ao reprimir as populações que considerara pouco submissas”.
Prof. Etienne Thevenin, Universidade de Nancy, “France, Allemagne et Autriche face à la famine de 1932-1933 en Ukraine”, 29 de Junho de 2005.
  • “A “Grande Fome” de 1932-1933, que atingiu particularmente a Ucrânia, permanecerá na memória colectiva como um dos crimes mais terríveis do século XX cometidos por um governo contra o seu povo.”
Dominique de Villepin, Ministro dos Negócios Estrangeiros de França, 16 de Dezembro de 2002.
  • “Nenhuma casa foi poupada pela fome. A taxa de mortalidade era terrível”.
Iakiv Viltchenko, testemunha do Holodomor, região de Kiev.
  • “É um genocídio? Sim, fundamentalmente. Em comparação com as outras fomes que atingiram a União Soviética, esta distingue-se pela intenção de erradicar o nacionalismo e de punir os camponeses. Foi agravada deliberadamente. Existe uma especificidade”.
Prof. Nicolas Werth, C.N.R.S., Le Monde, 25 de Novembro de 2006.
  • “O Holodomor ocupa um lugar trágico na História do nosso povo, e ecoa dolorosamente no coração de todos os Ucranianos. As nossas perdas foram enormes: no mínimo, perdemos sete milhões de compatriotas. Por esse facto, não só infligiu um duro golpe contra a nossa nação e a sua base genética, como também, a própria sobrevivência da nação ucraniana foi posta em causa”.
Viktor Yanukovytch, Primeiro Ministro da Ucrânia.
  • “Gostaria de expressar a minha gratidão a todos os países que reconheceram política e legalmente o Holodomor como um genocídio contra a nação ucraniana. Acredito que no 75.º aniversário da Tragédia, esse reconhecimento será unanimemente declarado pelas Nações Unidas”.
Viktor Yushchenko, Presidente da Ucrânia, 25 de Novembro de 2006.
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