Khalil Gibran e Toda Beleza que Vem do Líbano

“A música é a linguagem dos espíritos. Ela abre o segredo da vida trazendo paz, abolindo a luta.”

Khalil Gibran

“Music is the language of the spirit. It opens the secret of life bringing peace, abolishing strife.”


Gibran Khalil Gibran (جبران خليل جبران بن ميکائيل بن سعد; em siríaco: ܓ̰ܒܪܢ ܚܠܝܠ ܓ̰ܒܪܢ; Bicharre, 6 de janeiro de 1883 – Nova Iorque, 10 de abril de 1931, também conhecido simplesmente como Khalil Gibran), foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, cujos escritos, eivados de profunda e simples beleza e espiritualidade, alcançaram a admiração do público de todo o mundo.

Seu nome completo, transliterado para línguas ocidentais (de base alfabética predominantemente neo-latina), é Gibran Khalil Gibran, assim assinando em árabe. Em inglês (pois foi nos Estados Unidos que ele desenvolveu a maior parte da sua atividade produtiva), preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran. E assim se conhece em todo o mundo ocidental.

Em sua relativamente curta, porém prolífica existência (viveu apenas 48 anos), Khalil Gibran produziu obra literária acentuada e artisticamente marcada pelo misticismo oriental, que — por essa razão[carece de fontes] — alcançou popularidade em todo o mundo. Sua obra, acentuadamente romântica e influenciada por fontes de aparente contraste como a Bíblia, Nietzsche e William Blake, trata de temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros. Escrita em inglês e árabe, expressa as inclinações religiosas e mística do autor.

Sua obra mais conhecida é o livro O Profeta, que foi originalmente publicado no idioma inglês e traduzido para inúmeros outros idiomas mundo afora. Outro livro de destaque é Asas Partidas, em que o autor fala de sua primeira história de amor.

Gibran Khalil Gibran faleceu em 10 de abril de 1931 (Nova Iorque, Estados Unidos), causa mortis dita ser cirrose e tuberculose.

Cartas para Mary Haskell

Kahlil Gibran e Mary Haskell mantiveram intensa correspondência por mais de vinte anos (1908-1931). Parte das cartas foi publicada pela Editora Alfred A. Knopf, em 1972. No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Record com o título “O grande Amor do Profeta: as cartas de Amor de Kahlil Gibran e Mary Haskell e o seu diário particular”.[1] Organizado por Virgínia Hilu, com tradução de Valerie Rumjanek, o livro reúne parte da correspondência (325 cartas de Gibran e 290 de Mary Haskell) e 47 páginas do diário de Mary dedicadas aos registros dos seus encontros e conversas sobre arte, literatura, filosofia, religião e outros temas, como amigos, família e a saúde de Gibran.

As cartas registram parte da vida pessoal de Gibran e foram encontradas no seu estúdio por sua biógrafa, Barbara Young, quando ela e Mary Haskell organizavam os papéis e livros do poeta após a sua morte. Mary descobre, então, que, como ela, Gibran também as havia preservado. Gibran conheceu Mary numa exposição de seus quadros, no ano de 1904, em Boston. A partir daí, ela desempenhou importante papel em sua vida. O relacionamento era sabido por poucas pessoas na escola em Cambridge, onde ensinava, e alguns poucos amigos em comum. Gibran não a citava em seus escritos, mas era Mary quem os revisava em grande parte.

(foto: autorretrato pintado em 1911.)

Em uma de suas cartas, ele conta para ela como perdeu o pai: “Ele morreu na velha casa onde nasceu há 65 anos. (…) Seus amigos escreveram, contando que me abençou antes de o fim chegar.”

fonte: Wikipédia


Khalil Gibran
جبران خليل جبران بن ميکائيل بن سعد

kahlil-gibran

Nome completo Gibran Khalil Gibran
Nascimento 6 de janeiro de 1883
Bicharre
Morte 10 de abril de 1931 (48 anos)
Nova Iorque, Estados Unidos
Nacionalidade Líbano libanês
Ocupação ensaísta, filósofo, prosador e poeta
Magnum opus O Profeta

Outras CITAÇÕES provenientes de suas obras

  • “Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela já conseguiu, mas para o que ela aspira.”
To understand the heart and mind of a person, look not at what he has already achieved, but what he aspires to.

Spiritual sayings of Kahlil Gibran – página 35, Kahlil Gibran, Anthony Rizcallah Ferris – Heinemann,1963 – 94 páginas
  • “Alguns ouvem com as orelhas, outros com o estômago, outros ainda com o bolso e há aqueles que não ouvem absolutamente nada.”
Some hear with their ears, some with their stomachs, some with their pockets; and some hear not at all

Spiritual sayings of Kahlil Gibran – página 14, Kahlil Gibran, Anthony Rizcallah Ferris – Heinemann, 1963 – 94 páginas
  • “A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes.”
The storms and snow may kill the flowers, but cannot deaden the seeds

Spirits rebellious – página 59, Kahlil Gibran, Anthony Rizcallah Ferris, Martin L. Wolf – Philosophical Library, 1947, ISBN 0802205828, 9780802205827 – 120 páginas

Sand and foam: a book of aphorisms

  • “Quando a vida não encontra um cantor para cantar seu coração, produz um filósofo para falar de sua mente”.
When Life does not find a singer to sing her heart she produces a philosopher to speak her mind.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 14, Kahlil Gibran – A.A. Knopf, 1995, ISBN 067943920X, 9780679439202 – 85 páginas
  • “A tristeza é um muro entre dois jardins”.
Sadness is but a wall between two gardens.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 62, Kahlil Gibran – A. A. Knopf, 1926 – 85 páginas
  • “Vivemos só para descobrir beleza. Todo o resto é uma forma de espera.”
We live only to discover beauty. All else is a form of waiting.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 23, Kahlil Gibran – A. A. Knopf, 1926 – 85 páginas
  • “O exagero é a verdade que perdeu a calma.”
An exaggeration is a truth that has lost its temper.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 52, Kahlil Gibran – A. A. Knopf, 1926 – 85 páginas
  • “Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.”
We are all prisoners but some of us are in cells with windows and some without.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 62, Kahlil Gibran – A. A. Knopf, 1926 – 85 páginas
  • “Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, não sou grato a esses professores”.
I have learned silence from the talkative, toleration from the intolerant, and kindness from the unkind; yet strange, I am ungrateful to these teachers.

Sand and foam: a book of aphorisms – página 56, Kahlil Gibran – A.A. Knopf, 1995, ISBN 067943920X, 9780679439202 – 85 páginas
  • “A lembrança é uma forma de encontro.”
Remembrance is a form of meeting.

“Sand and foam: a book of aphorisms” – página 6, Kahlil Gibran – A. A. Knopf, 1926 – 85 páginas
  • “As palavras são eternas. Deveis pronunciá-las ou escrevê-las, lembrando-vos da sua eternidade.”
Words are timeless. You should utter them or write them with a knowledge of their timelessness

Sand and Foam – página 5, Kahlil Gibran, Rajpal & Sons, 1927, ISBN 8170287650, 9788170287650, 85 páginas
  • “A luta na natureza é a desordem ansiando pela ordem.”
Strife in nature is but disorder longing for order

Sand and foam: a book of aphorisms – página 50, Kahlil Gibran – Knopf, 1998 – 85 páginas

The Prophet

  • “O trabalho é o amor feito visível.”
Work is love made visible

The prophet – página 30, Kahlil Gibran, Editora Knopf, 1926, 84 páginas
  • “As árvores […] desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer.”
The trees in your orchard say not so, nor the flocks in your pasture. They give that they may live, for to withhold is to perish.

The prophet – página 27, Kahlil Gibran, Editora Knopf, 1926, 84 páginas
  • “A beleza é a eternidade a olhar-se ao espelho. Mas vós sois a eternidade e o espelho.”
Beauty is eternity gazing at itself in a mirror. But you are eternity and you are the mirror.

The prophet – página 68, Kahlil Gibran – Knopf, 1926 – 84 páginas
  • “Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma. Eles vêm através de vocês mas não de vocês. E embora estejam com vocês, não lhes pertencem. Vocês podem lhes dar amor, mas não seus pensamentos, Pois eles têm seus próprios pensamentos. Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas, Pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos. Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês. Pois a vida não volta para trás, nem espera pelo passado. Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas. O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e Ele curva vocês com Seu poder, para que suas flechas possam ir longe e rápido. Deixem que o seu curvar-se na mão do arqueiro seja pela alegria: Pois mesmo enquanto ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é firme.”
The Prophet (Nova York: Alfred A. Knopf, 1951), págs. 17-18.
  • “Não digais: ‘Encontrei a verdade’. Dizei de preferência: ‘Encontrei uma verdade’. Nenhum homem poderá revelar-vos nada senão o que já está adormecido na aurora do vosso entendimento. O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar sua compreensão. Porque a visão do homem não empresta suas asas a outro homem. E assim como cada um de vós se mantém só no conhecimento de Deus, assim cada um de vós deve ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da Terra.”
Say not, “I have found the truth,” but rather, “I have found a truth.”
Then said a teacher, Speak to us of Teaching. And he said: No man can reveal to you aught but that which already lies half asleep in the dawning of your knowledge. The teacher who walks in the shadow of the temple, among his followers, gives not of his wisdom but rather of his faith and his lovingness.
If he is indeed wise he does not bid you enter the house of his wisdom, but rather leads you to the threshold of your own mind. The astronomer may speak to you of his understanding of space, but he cannot give you his understanding.
The musician may sing to you of the rhythm, which is in all space, but he cannot give you the ear, which arrests the rhythm nor the voice that echoes it. And he who is versed in the science of numbers can tell of the regions of weight and measure, but he cannot conduct you thither.
For the visions of one man lends not its wings to another. And even as each one of you stands alone in God’s knowledge, so must each one of you be alone in his knowledge of God and in his understanding of the earth

The prophet – página 63-64, Kahlil Gibran – Knopf, 1926 – 84 páginas
  • “A razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.”
For reason, ruling alone, is a force confining; and passion, unattended, is a flame that burns to its own destruction.

Khalil Gibran in: The Prophet (1923); On Reason and Passion

Atribuídas

  • “Sim, o Nirvana existe: está em conduzir teu rebanho a um verde pasto, e em pôr teu filhinho na cama, e em escrever a última linha de teu poema.”
– Yes, there is a Nirvana; it is leading your sheep to a green pasture, and putting your child to sleep, and in writing the last line of your poem.

Khalil Gibran citado em New Catholic World – Volume 171 – Página 455, Paulist Press, 1950
  • “Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes.”
  • “Todo saber é vão, exceto quando há trabalho. E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor. E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios, e uns aos outros, e a Deus.”
  • “No passado nós obedecíamos a reis e nos curvávamos perante imperadores. Mas hoje nos ajoelhamos apenas diante da verdade, seguimos tão somente a beleza e obedecemos apenas o amor.”
  • “Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como flores sem perfume. Vida, amor, beleza: eis a minha trindade.”
citado em “O Poder de Transformação: Dinâmicas de Grupo” – página 107, Canísio Mayer, Papirus Editora, ISBN 8530808266, 9788530808266, 160 páginas
  • “Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.”
  • “Porque sou aquilo que toca minha alma”.
  • “Se eu conhecesse a causa da minha ignorância, seria um sábio.”
  • “Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
– “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
– “Êh um louco!”.
Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
– “Benditos, benditos ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.”

 

fonte: Wiquikote

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