Gonzaguinha – Cantor e Compositor

“Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando”

Trecho da canção ‘Sangrando’ composta por Gonzaguinha e incluída no disco “Gonzaguinha – De Volta ao Começo”, de 1980.


Filho adotivo do grande Luiz Gonzaga, Gonzaguinha morreu em um acidente automobilístico.

Alguns dos maiores clássicos da história recente de nossa música popular, dentre eles “Sangrando”, estão nos 16 discos que ele gravou.

Gonzaguinha em suas letras traduzia o momento político vivido pelo país à época da ditadura e da censura política. Através de suas letras poéticas denunciava o opressor momento político que o país atravessava, conforme fez em “Sangrando”.

No poema-canção Sangrando, Gonzaguinha faz uma chamada a seus interlocutores para “penetrarem no reino surdo das palavras”.

No apelo feito pelo poeta – “Por favor entenda” – ele pede a cumplicidade dos seus interlocutores para que suas palavras sejam “lidas” e depreendidas de forma contextualizada – “palavra por palavra” – , pois o que ele quer cantar “são as lutas dessa nossa vida” que ele está impedido de fazer explicitamente pelas “vozes que negaram liberdade concedida”.

Claramente está posta a impossibilidade do falar de forma aberta aos seus interlocutores.

Daniel Gonzaga no ‘Som Brasil – Gonzaguinha’, em 1996, em uma primeira homenagem ao pai. Ele canta ‘Sangrando’ com imagens de Gonzaguinha ao fundo.

Fonte: Museu da Canção


Ontem um menino que brincava me falou que hoje é semente do amanhã…”

Gonzaguinha na música Semente do amanhã

Gonzaguinha

Gonzaguinha em 1981

Informação geral
Nome completo Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior
Nascimento 22 de setembro de 1945
Local de nascimento Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Data de morte 29 de abril de 1991 (45 anos)
Local de morte Renascença, PR
 Brasil
Gênero(s) MPB, samba
Ocupação(ões) Cantor e compositor
Instrumento(s) Voz e violão
Período em atividade 1971–1991
Outras ocupações Formou-se em economia, mas não exerceu a profissão.
Gravadora(s) EMI-Odeon
Afiliação(ões) Luiz Gonzaga (Pai)

gonzaguinha-cantor-e-compositor

Biografia

Gonzaguinha era filho adotivo[2] do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil.[3]

Compôs a primeira canção “Lembranças da Primavera” aos 14 anos, e em 1961, com 16 anos, foi morar no bairro de Cocotá, na ilha do Governador, com o pai para estudar. Mais tarde, estudou Economia na Universidade Cândido Mendes. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins. Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve 2 filhos: Daniel e Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra Pêra, a atriz e cantora Amora Pêra.

Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70 e em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.

Caracterizado por uma postura de crítica à ditadura, foi visado peloDOPS. Assim, das 72 canções mostradas a esse órgão, 54 foramcensuradas, entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos dos meios de comunicação valeu-lhe o apelido de “cantor rancor”, com canções ásperas, como Piada Infeliz e Erva. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais aprazível para o público da época, como Começaria Tudo Outra Vez, Explode Coração, Grito de Alerta e O que É o que É, e também temas de reggae, como Nem o Pobre nem o Rei.

As composições foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Maria Bethânia, Zizi Possi, Simone, Elis Regina(Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre estas, destaca-se Simone com os grandes sucessos de Sangrando,Mulher, e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia Resedá.

Em 1975, dispensou os empresários e tornou-se um artista independente, o que fez em 1986 fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.

Nos últimos doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo Horizonte com a segunda mulher Louise Margarete Martins (Lelete) e a filha deles, a caçula Mariana.[4]

Morte

Gonzaguinha morreu aos 45 anos, em 29 de abril de 1991, ao regressar de uma apresentação no Paraná, vítima de acidente automobilístico em uma rodovia no sudoeste daquele Estado.[5]

fonte: Wikipédia

SANGRANDO
(Gonzaguinha )

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sol molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

22-de-setembro-gonzaguinha-cantor-e-compositor

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