René Descartes – Filósofo, Físico e Matemático


“Penso, logo existo”

René Descartes

Cogito, ergo sum.Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 34.



“Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem.”

René Descartes

Car ce n’est pas assez d’avoir l’esprit bon , mais le principal est de l’appliquer bien

Oeuvres philosophiques: Volume 1 – Página 4, René Descartes – 1835


René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650[1] ) foi um filósofo, físico e matemático francês.[1] Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria – fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.


René_Descartes-640px-Frans_Hals_-_Portret_van_
fontes

Biografia – Wikipédia

Citações – Wikiquote


Discurso do método (1637)

Advertência

  • “Se este discurso parece longo de mais para ser lido de uma só vez, pode-se á dividi-lo em seis partes. Na primeira se encontrarão diversas considerações relativas ás ciências. Na segunda, as principais regras do método que o autor buscou. Na terceira, algumas das regras da moral que tirou deste método. Na quarta, as razões pelas quais prova a existência de Deus e da alma humana, que são os fundamentos de sua metafísica. Na quinta, a ordem das questões de física que ele buscou, e particularmente a explicação do movimento do coração e de algumas outras dificuldades concernentes à medicina, e também a diferença que existe entre nossa alma e a dos animais. Na última, algumas coisas que ele julga necessárias para ir mais adiante do que foi na pesquisa da natureza, e que razões o levaram a escrever”.

Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 17.



Primeira parte

  • “… os que andam muito lentamente podem avançar muito mais se seguirem sempre o caminho reto, ao contrário dos que correm e dele se afastam.”

Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 18.- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 18.- Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 20.

  • “Todavia pode ocorrer que eu me engane, e talvez não passe de um pouco de cobre e vidro o que tomo por ouro e diamantes.”
  • “… quando se emprega tempo demais em viajar, acaba-se por virar um estrangeiro no próprio país; e, quando se é muito curioso por coisas que se praticavam nos séculos passados, fica-se geralmente muito ignorante das que se praticam neste.”

Sexta parte

  • “… o pouco que aprendi até agora é quase nada, comparado ao que ignoro.”

Discurso do método. René Descartes; tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 52.


René_Descartes, filósofo francês


– toute ma physique n’est autre chose que géométrie.

– Oeuvres complètes – Volume 7 – Página 121, René Descartes, ‎Victor Cousin – 1824

  • “É melhor ter os olhos fechados, sem jamais tentar abri-los, do que viver sem filosofar”

c’est proprement avoir les yeux fermés, sans tâcher jamais de les ouvrir, que de vivre sans philosopher

“Les Principes de la Philosophie” in: “Oeuvres de Descartes”, Volume 3‎ – Página 11, René Descartes, Victor Cousin – Levrault, 1824

  • “Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela”.

méprise un homme qui est jaloux de sa femme, parce c’est un témoignage qu’il ne l’aime pas de la bonne sorte, et qu’il a mauvaise opinion de soi ou d’elle

René Descartes citado em “Essai sur l’histoire de la philosophie en France”, Volume 1 de Essai sur l’histoire de la philosophie en France: au XVIIe siècle – página 212, Philibert Damiron, Editora L. Hachette et cie, 1846

  • A maior felicidade do homem depende desse reto uso da razão, e por conseguinte, que o estudo que serve para adquiri-lo é mais útil ocupação que se possa ter, como é, sem dúvida, a mais agradável e a mais doce.”

DESCARTES, RENÉ. Cartas. São Paulo: Abril cultural, 1973.p. 319. [Coleção Os Pensadores)

Atribuídas

  • “Cada problema que resolvi tornou-se uma regra que, depois, serviu para resolver outros problemas.”

citado em “Raciocínio Rápido” – Página 297, de K. VENKATARAMAN – Editora Marco Zero, ISBN 8527904241, 9788527904247, 297 páginas

  • “Se quiser buscar realmente a verdade, é preciso que pelo menos um vez em sua vida você duvide, ao máximo que puder, de todas as coisas.”

Fonte: J. Darling, David (2004) em

The Universal Book of Mathematics. Wiley; pág. 90. ISBN 978-0-471-27047-8.

  • “A leitura de todos os bons livros é qual uma conversação com as pessoas mais qualificadas dos séculos passados.”
  • “Não ser útil a ninguém equivale a não valer nada.”
  • “O alimento da juventude é a ilusão.”
  • “As paixões são todas boas por natureza e nós apenas temos de evitar o seu mau uso e os seus excessos.”
  • “Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela.”
  • “Quando gastamos tempo demais a viajar, tornamo-nos estrangeiros no nosso próprio país.”
  • “O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de se contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que têm.”
  • “É, propriamente, não valer nada, não ser útil a ninguém.”
  • “Apenas desejo a tranqüilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos.”
  • “Daria tudo que sei, pela metade do que ignoro”.
  • “Os que se ocupam a dar preceitos devem ter-se por mais hábeis do que aqueles a que os dão”
  • “Não há tanta perfeição nas obras compostas por várias partes e realizadas por vários mestres, como naquelas em que um só trabalhou. Assim observamos que edifícios iniciados e acabados por um só arquitecto são geralmente mais belos e melhor ordenados do que aqueles que vários adaptaram, servindo-se de velhas paredes que tinham sido erguidas para outros fins”.
  • “As maiores almas são tão capazes dos maiores vícios como das maiores virtudes, e os que avançam muito lentamente são capazes de obter maiores vantagens, se seguirem sempre o caminho recto, do que aqueles que correm muito, mas se afastam desse caminho”.
  • “A minha segunda máxima consiste em não seguir as opiniões mais duvidosas, nisso imitando os viajantes que, tenso-se perdido numa floresta, não devem andar de um lado para o outro, mas caminhar sempre no mesmo sentido e não retroceder por razões fracas, ainda que tenha escolhido esse caminho por mero acaso. Porque deste modo se não chegam precisamente onde querem, lograrão chegar a qualquer sítio onde estarão com certeza melhor do que no meio da floresta”.
  • “Se me abstenho de dar a meu juizo sobre uma coisa, quando não a coceba com suficiente certeza e distinção, é evidente que faça ótimo uso do juizo e não me deixa enganar, mas, se me determino a negá- Laou afirmá-La, então não estou mais ne servindo como devo meu livre arbítrio.”

Sobre

  • “Descartes deseja ser ao nível da cognição um self-made-man. Ele é o Samuel Smiles do empreendimento cognitivo”

Ernest Gellner, “Reason and Culture”, Oxford 1992, p. 3.


René_Descartes


Descartes, por vezes chamado de “o fundador da filosofia moderna” e o “pai da matemática moderna“, é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna.[2]

Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto – o empirismo, com John Locke e David Hume.


Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s